quinta-feira, 30 de março de 2006

Mudanças e o Futuro dos Media

Dois importantes documentos sobre as mudanças e o futuro dos Media.

O primeiro do Departamento de Estado dos EUA, citado por Dan Gillmor, reúne textos de vários especialitas sobre as mudanças que os meios de comunicação social enfrentam na Web 2.0 (ou Living Web, como sugere a Newsweek). Alguns destaques:

"Dale Peskin and Andrew Nachison of the American Press Institute's Media Center envision a collaborative information society in a model they call "We Media." Blogging pioneer Dan Gillmor describes how a new form of journalism influences public events. Television veteran Jeff Gralnick looks around the corner to the next new thing. Daniel Larkin explains how the U.S. government's Internet Crime Complaint Center pursues complaints about fraudulent and criminal activity online, which has burgeoned at the same pace as new media and technological innovation."


O segundo, de Eva Domínguez, publicado no El Pais sobre o Futuro dos Media, criado no seguimento do Forum For the Future da Online Publishers Association que no início do mês se realizou em Londres.
Dica de eCuaderno.

Investigação sobre blogs jornalisticos

Alastair Chivers, estudante de Aberdeen, na Escócia, está a desenvolver um projecto de investigação sobre blogs jornalisticos. Diz Alastair que se trata de:

"Undergraduate project looking into whether journalistic weblogs are forming an alternative to mainstream news sites or becoming part of a regular user's news intake"

Para responder basta ir aqui.

Dica de Dan Gillmor.

sexta-feira, 24 de março de 2006

"All marketers are liars"



O livro com este tão curioso título ocupou, nos últimos tempos, o espaço do dia que ainda consigo reservar à leitura. É uma agradável leitura que nos dá uma diferente perspectiva do marketing. Seth Godin, o seu autor, explica na contracapa que mentiu ao dar o título ao livro. Os marketers não são, na verdade, mentirosos. Apenas contam histórias e, se as contam bem, os consumidores acreditam e compram os produtos.
O livro tem uma linguagem muito acessível, está escrito de forma muito interessante e tem vários casos práticos.
Recomendo!

RSS ainda pouco conhecido

Um estudo da Forester Research (abrangendo apenas inquiridos dos EUA), referido por Steve Rubel, dá conta que uma grande maioria dos inquiridos (divididos em 2 grupos - jovens 13-17 e adultos)não sabe o que são feeds RSS. São perto de 20% os que conhecem a ferramenta, mas só perto de 10% utiliza.
Para mim, um leitor de RSS é quase tão indispensável com um browser. Perco muito menos tempo para chegar a mais informação. Parece-me, no entanto, que os leitores de feeds são pouco divulgados e, alguns deles, não são tão agradáveis na utilização com outros softwares.

sexta-feira, 3 de março de 2006

Sete razões para ser blogger

Chip Scanlan, colunista do Poynter decidiu começar a escrever um blog e elaborou uma lista de 7 razões:

1. Blog items respond to a rapidly changing media landscape.
2. When I blog, my standards are lowered, always a key element in producing writing that can be revised, even after it's published.
3. I'm my own editorial board.
4. Change is vital.
5. Blogs are not new, but they're still on the leading edge of communication technology.
6. Let's face it, a blog can also be a great marketing device.
7. To paraphrase Kafka: my blog is the ice-axe that broke the frozen sea within me. It has helped me find myself again as a reader and writer. It has set me free.

Mais aqui.
Via Cyberjournalist.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Nem mais!

"Um péssimo serviço a Portugal e à Europa

A declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros sobre a polémica dos cartoons presta um péssimo serviço à Europa e cobre Portugal de vergonha

Ontem, o ministro dos Negócios Estrangeiros emitiu uma declaração lamentável que não beneficia Portugal, nem a Europa, nem a convivência entre povos e crenças. Alguns excertos: "Portugal lamenta a publicação de desenhos e/ou caricaturas que ofendem as crenças ou a sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos." Os povos muçulmanos pediram a Portugal alguma coisa? Não. Mas o MNE achou que devia dá-la. Daí a lamentação. Mais adiante, num esforço de pedagogia de um primarismo que brada aos céus, explica que "a liberdade de expressão" tem como "principal limite o dever de respeitar a liberdade e direitos dos outros", destacando "o direito de ver respeitados os símbolos fundamentais da religião que professa". Para quem tivesse dúvidas do que está em causa, o MNE especifica que "para os católicos esses símbolos são as figuras de Cristo e da Sua Mãe, a Virgem Maria", e "para os muçulmanos um dos principais símbolos [aqui houve alguma preguiça em procurar outros] é a figura do Profeta Maomé". Pergunta-se: os tão polémicos cartoons terão posto em causa a liberdade de alguém a não ser a dos seus autores, agora ameaçados de morte por quem é e continua a ser livre não só de professar a religião que quer, como se arroga ainda o direito de ameaçar e matar em nome dela? É óbvio que não. Então o que pretende o MNE com este comunicado, que inclusive recorre a Abraão para considerar "lamentável" o que se passou "em alguns países europeus"? Pretende que não se confunda "liberdade" com "licenciosidade" e apela, ainda que em surdina, a uma condenação dos tais países e, claro, a uma futura acção censória para que mais nenhuma religião se queixe (repare-se que em nenhum ponto do comunicado se refere a iniciativa rigorosamente privada das caricaturas, nem se condena ou sequer se lamenta a violenta ofensiva de fanáticos islâmicos a pretexto dos cartoons).Quando a Europa se confunde e divide numa coisa tão simples quanto a sua própria liberdade, o que se dispensa são comunicados destes, afectados por uma cegueira que toca as raias do absurdo. Porque, mais uma vez, embora muitos discursos acentuem o carácter de responsabilidade que a liberdade deverá ter, essa responsabilidade só existirá, se houver liberdade. Num clima de medo e censura só há medo e censura. Sabemos isso, por experiência própria, e também o saberão muitos muçulmanos que têm de suportar os ditames dos seus chefes. Por isso, a Europa devia entender-se quanto ao princípio da liberdade que professa antes de se dividir em autoflagelações dispensáveis e indecorosas. A Europa não tem que pedir desculpa por ser livre. A Dinamarca, país reconhecidamente generoso para com inúmeros países e causas (tal como os restantes países nórdicos), não tem que ser martirizada perante a pusilanimidade europeia, só porque há quem dê mais importância a uns desenhos do que à vida humana ou aos mais elementares direitos sociais. Quando se deu o 11 de Setembro, horrível para todos, levantaram-se no Ocidente milhões de vozes para dizer que os muçulmanos não deviam ser castigados ou perseguidos pelo acto hediondo de um grupo de fanáticos. Agora, por uns simples cartoons satíricos, os dinamarqueses são perseguidos por toda a parte, inclusive no seu próprio país, sem que no mundo árabe alguma voz se levante contra tamanha injustiça e com a Europa (Portugal incluído, para nossa vergonha) a pedir desculpas por crimes que decididamente não cometeu. Ainda iremos a tempo de repor o equilíbrio ou a barbárie vencerá?"

Nuno Pacheco, Público, 8 de Fevereiro de 2005.

Notas breves...

... sobre as polémicas que andam por aí:
a) A Secreta do PM - onde há fumo, há fogo. Neste caso, será um fogo muito mais perigoso e prejudicial que os que ocorrem no tempo quente;
b) Lusagate - para muitos, as recentes notícias não foram surpresa. Felizmente que o Público deu conta do silêncio ensurdecedor provocado pelos ditos e desditos. O pior é que não serão casos isolados, antes a ponta de um iceberg que está a crescer longe dos olhos dos mais distraídos;
c) Cartoons - Para mim, os polémicos cartoons representam o mesmo que as marchas dos skins no Martim Moniz: são manifestações racistas que expressam valores que não partilho nem defendo, mas que tolero no contexto de uma sociedade democrática e pluralista que prezo. Os muçulmanos têm todo o direito a não gostar daqueles cartoons, como os cristãos teriam caso se tratasse de caricaturar a Virgem Maria ou Jesus Cristo, mas não têm o direito de demonstrar o seu descontentamento através da violência nem tão pouco querer condicionar liberdades e garantias que muito custaram a conquistar e, sublinhe-se, custam cada vez mais a manter.

PS - A Ana Lourenço e o José Rodrigues dos Santos afirmaram, em entrevistas, que não exerciam o direito (e o dever) de eleitor para evitar constrangimentos profissionais. Agradeço comentários.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

UNESCO lança guia para jornalistas

A UNESCO lançou um guia de Internet para jornalistas dos países em desenvolvimento. Como obter informações, aceder a arquivos (áudio e vídeo) ou utilizar o material da Internet no trabalho diário de produção de notícias são algumas das dicas.
Notícia completa aqui.

literaturablogosfera.com

literaturablogosfera.com. Assim se intitula o debate que terá lugar na Póvoa de Varzim, no próximo dia 16, inserido na programação do Correntes d´Escritas, encontro de escritores de expressão ibérica que decorre de 15 a 18 de Fevereiro.
A mesa, que terá Rui Zink como moderador, vai juntar no Auditório Municipal os autores Guita Júnior, Luís Naves, Manuel Jorge Marmelo, Waldir Araújo e Xavier Queipo.
O evento é organizado pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Fortune 500 Business Blogging Wiki

Ora aqui está um wiki para perder algum tempo. Uma lista de blogs de empresas que constam da lista de 500 maiores da Fortune. Um trabalho Chris Anderson (Wired Magazine) Ross Mayfield (Socialtext).

Net para jornalistas

Ainda no eCauderno encontrei este livro em pdf que me pareceu muito interessante:

Martin Huckerby, The Net for Journalists. A practical guide to the internet for journalists in developing countries, The Thomson Foundation - Commonwealth Broadcasting Association - The Communication and Information Sector of UNESCO, 2005, pp. 141

Congreso Internacional de Blogs y Periodismo en la Red

Na Universidade Complutense de Madrid vai realizar-se em 26 e 27 de Abril o primeiro congresso internacional de blogs e jornalismo on-line. Os temas em debate estão aqui. Mais informações disponíveis no blog do evento.

Vi no eCuaderno.

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Ad Blog battle

Dois blogs portugueses - The Hiden Persuader e Publicidade Off the Record - estão entre os nomeados para o Ad Blog Battle.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Blogs, marketing e RP

Este artigo já tem uns dias, mas acho que vale a pena ser referido. Os blogs são cada vez mais uma importante ferramenta em acções de marketing e relações públicas.

For marketers, public relations operatives and companies looking to promote a brand, blogs and other online media have become a valuable resource to listen to consumers talk about what they like -- and, even more important, what they don?t.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Fórum Social Mundial

A propósito do Fórum Social Mundial 2006, que está a decorrer na capital venezuelana, recomendo um excelente texto de Paulo Roberto de Almeida, publicado no Observatório da Imprensa, que critica os órgãos de comunicação social por fazerem uma «cobertura vazia de conteúdo» do evento, que não reflecte o que ali se discute.

O que impressiona, na cobertura da imprensa, é justamente a capacidade dos jornalistas de se mostrarem simplesmente "impressionados" com alguns números, sem questionar o objetivo ou o conteúdo do próprio encontro.

Vale a pena ler o texto na íntegra.

Post-Scriptum

Agradecia encarecidamente que alguém me confirmasse ter visto em algum canal imagens do maior comício realizado na campanha para as presidenciais - Jerónimo de Sousa, Pavilhão Atlântico, mais de 20 000 pessoas. É que eu não vi, e não quero tirar conclusões precipitadas...

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Notas sobre a noite de 22/01

1. Perdi. (Felizmente) É a Democracia. Espero que Cavaco Silva, como presidente, seja francamente melhor do que foi enquanto primeiro-ministro;
2. A ver vamos se o primeiro Presidente da República proveniente do centro-direita não será o primeiro Presidente da República a não conseguir um segundo mandato;
3. A máquina que o levou a ganhar as eleições está de parabéns, embora não seja de desprezar o conjunto de circunstâncias muito favoráveis à sua candidatura. Quanto à boa imprensa que teve, e teve!, fez por a merecer fruto de um trabalho de sapa feito nos últimos 10 anos. Um case study;
4. Manuel Alegre é outro caso a merecer análise, embora esteja certo que o tempo vai ajudar a perceber melhor as circunstâncias que motivaram a sua candidatura. O seu discurso rebelde, quase quixotesco, a aura de poeta, o romantismo da sua posição valeram-lhe muitos e merecidos votos. "As coisas vão ter que mudar", afirma agora Alegre. Gostava de ser tão optimista;
5. Soares teve uma grande derrota. Se é de louvar a realização de uma campanha de contacto com o povo, estranha-se o número incrível de tiros no pé dados ao longo da pré-campanha e campanha. E aquele debate com o Cavaco...
6. Mas o maior perdedor é o PS - a não ser que se venha mais tarde a revelar a teoria verdadeiramente maquiavélica sob a qual se defende que tudo foi meticulosamente preparado por Sócrates para acabar de vez com o Soarismo no PS e, acto contínuo, dar mais uns retoques de "limpeza de balneário".
7. A propósito, o ajuste de contas com Manuel Alegre já começou. O episódio da intervenção do Secretário-Geral - sublinho, Secretário-Geral - do PS sobre o discurso do Manuel Alegre é paradigmático. "Foi pura coincidência", ouvi hoje. 'Tá bem, abelha!
7.1 As televisões estiveram muito mal. Para mim, não há critérios que justifiquem o comportamento das TVs. Foi puro mainstream, o resto é conversa.
8. Jerónimo continua a subir. Até onde, não se sabe. Está de parabéns a equipa de marketing político do PCP. Analisaram o perfil do líder, testaram junto do público, viram os resultados e definiram a fórmula. De sucesso.
9. O Bloco não ganhou nem perdeu. Serviu para pagar as despesas, mas também para fortalecer Louçã, que esteve bem nos debates - sobretudo contra Cavaco.

E é isto. O importante é que o FCP é o líder sem condição. Abraços

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

New PR Wiki

O New PR Wiki reune muita informação sobre as Relações Públicas e parece-me um excelente instrumento de consulta. A apresentação:

a repository of relevant information about how the PR practice is changing
a collaboration tool for PR professionals and people interested in the practice of public relations
an open space where anyone can ask questions, post ideas, or start a project.

Timor.Leste: O Agendamento Mediático


Este é o novo título da Colecção Comunicação, da Porto Editora. Da autoria de Rui Marques, esta obra tem como objectivo perceber como, e com que resultados, a causa da autodeterminação de Timor-Leste evoluíu na agenda mediática. Merece especial atenção as entrevistas feitas a Adelino Gomes, a Xanana Gusmão e a Ramos-Horta (estas duas exclusivas). O livro vai ser objecto de uma sessão de lançamento no próximo dia 31 de Janeiro de 2006, pelas 18:00, na Biblioteca João Paulo II da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Corporate Blogs

Jonathan Schwartz, President e COO da Sun Microsystems, considera que os weblogs tiveram uma grande importância na revitalização da reputação da empresa. E explica:

?We've moved from the information age to the participation age, and trust is the currency of the participation age?, he said. ?Companies need to speak with one voice and be authentic. Blogging allows you to speak out authentically on your own behalf, and in the long run people will recognize that. Do it consistently and they trust you.?

Mais aqui, incluíndo uma lista de benefícios do uso de blogs nas empresas e um pequeno conjunto de questões para perceber quais empresas estão preparadas.