Aniversário
Só quando vi ontem o post do aniversário do Jornalismo e Comunicação é que me lembrei que este blog completou 3 anos e nem fiz referência ao assunto. Foi a 27 de Fevereiro de 2002 que o Jornalismo Digital ganhou vida. Umas vezes com mais, ou menos folego. Pelo caminho já ganhou dois novos inquilinos.
quarta-feira, 13 de abril de 2005
sábado, 5 de março de 2005
Do lado de lá
Do lado de lá
... ou de cá, conforme a situação, surge um documento interessante: o primeiro Código de Ética para Agências de Publicidade e Comunicação. É notícia no site da Associação Portuguesa das Empresas de Publicidade e Comunicação.
Com estilo
Com estilo
Já o tenho. Está aqui, ao meu lado. Está bonito... É simpático aquele piscar de olho ímplicito e cúmplice. Lembro-me de há uns anos ter conseguido uma versão fotocopiada da primeira edição. Tratei-a como um bem precioso. Ainda a tenho guardada no espólio de outras vidas. Vai ser diferente, agora. Mas eu tinha que ter este livro a preto e branco.
Curiosidade...
Curiosidade...
Nos Estados Unidos defende-se que o crescimento do neoconservadorismo muito se deveu a estratégias de comunicação directa, quer por correio físico quer por correio electrónico, potenciando a criação de grupos de discussão. Na última campanha, o PS apostou nas novas tecnologias para chegar aos seus potenciais eleitores. Salvo as devidas proporções, seria interessante saber o balanço feito pelos responsáveis por essa estratégia.
A comunicação do XVII Governo - 2
A comunicação do XVII Governo - 2
Continuando por este tema, convido-vos a reflectir sobre o episódio de hoje: a divulgação da sua ida às 19:00 a Belém (se não estou em erro, uma hora antes); a sua entrada "em cena", circunspecto, cumprimentando os jornalistas com um ligeiríssimo curvar de cabeça, sem qualquer pasta ou papeis nas mãos; a sua saída pouco depois das 20:00, com a mesma postura, o mesmo ar grave e algo solene; o discurso estudado, genérico; a definição de apenas responder a duas perguntas - "por esta altura, os senhores jornalistas já têm o comunicado do meu gabinete nas vossas redacções" - e assim cumprir. Sócrates quis ser ele a marcar a agenda mediática, para evitar o contrário. Houve um planeamento cirúrgico desta acção: a divulgação da sua visita quase em cima do fecho dos jornais e muito perto dos telejornais veio tirar margem de manobra aos media, fazendo com que as primeiras observações e os primeiros comentários sejam forçosamente pouco aprofundados. Ou seja, Sócrates vai ter todo o fim-de-semana para analisar a reacção dos media, comentadores e "opinadores".
A comunicação do XVII Governo
A comunicação do XVII - 1
Tenho para mim que os responsáveis pela comunicação do XVII Governo tudo estão a fazer para romper com o regabofe dos últimos meses. O silêncio das últimas semanas a propósito da constituição da equipa ministerial, deixando espaço mediático livre para a contagem de espingardas no PSD e a novela vai-que-não-vai-Manela, surge como um elemento fundamental para o cenário de expectativa que se criou. Ou seja, entendo existir (por enquanto) um controlo rígido sobre a informação, evitando a proliferação de algo que curiosamente marcou a última campanha eleitoral: os boatos.
Comentário aos comentários
Comentário aos comentários...
... do post anterior. Eu não concordo com a frase, a sua utilização e o que ela revela. Acho-a ostensivamente chantagista, violenta e reflexo de uma postura de chefia, mas não de liderança. Aqui está o ponto fundamental: ser chefe ou ser lider? Ser a pessoa que manda ou a pessoa que lidera, que instrui, que desafia e motiva a fazer mais e melhor, que constitui uma referência?
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005
A Frase
A frase
E já que falei em sinais dos tempos em que vivemos, não quero deixar de destacar, mesmo que já tenham passado uns dias, aquela que será para mim uma das frases do mês: "Existem certamente várias dezenas de jovens jornalistas a quererem substituir-vos", da autoria do subdirector da SIC.
Spinning
Spinning
Manuel Pinto sublinha a mediania da comunicação política dos diferentes partidos nesta campanha, destacando, pela negativa, a do PSD. Bom, a propósito, recomendo a entrevista que Einhart Jácome da Paz, o marketeer político do PSD, concedeu ao "Meios&Publicidade" (04FEV05), cujo título é bastante ilucidativo: "A ideologia está morta". Sinais dos tempos.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005
As voltas da história
As voltas da história...
"O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!" Eça de Queirós , 1871, "As Farpas"
Fahrenheit 451
Fahrenheit 451...
Vi hoje anunciado para breve, na SIC Radical, a série "Fahrenheit 451". Para quem não conhece, sugiro que se surpreendam com a leitura do livro de Ray Bradbury. Assinalo esta passagem: "Como entrou para a organização? Como pôde pensar em fazer esse trabalho? Não é como os outros. Tenho visto alguns. Eu sei. Quando lhe digo alguma coisa, olha para mim; quando falei da Lua ontem à noite, olhou para a Lua. Nunca os outros teriam feito isso. Ter-me-iam deixado de falar. Ou então ter-me-iam ameaçado. Ninguém tem agora um só instante para consagrar aos outros. O senhor é um dos raros que parecem dispostos a suportar-me."
sábado, 22 de janeiro de 2005
Expresso on-line grátis nas Universidades
O acesso à edição semanal do jornal Expresso na Internet vai ser grátis nas Universidades e Institutos Politécnicos. É o resultado de um acordo entre o jornal e a UMIC (Unidade de Missão, Inovação e Conhecimento) e que vai beneficiar os computadores ligados às redes das instituições académicas.
Livro de Dan Gillmor editado em Portugal
O livro de Dan Gillmor foi publicado em Portugal, editado pela Presença, com o título "Nós os Media". Está já disponível nas livrarias e custa perto de 15 euros.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
Condenação inédita em Portugal
Este post é de protesto. Contra a condenação - inédita! - a 11 meses de prisão com três anos de pena suspensa do jornalista José Manso Preto. O seu «crime»? Ter recusado prestar depoimento como testemunha num processo de tráfico de droga, invocando o dever de sigilo profissional. Que fazer, então, ao artigo 6/o do Código Deontológico dos Jornalistas, segundo o qual «o jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas»?
É preciso encontrar, com urgência, quem defenda os direitos e não só os deveres profissionais dos jornalistas em Portugal...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2004
Blogs e jornalismo em Guimarães
No jornais, os ecos da conferência "O papel dos blogs no jornalismo actual":
- Público
- Diário de Notícias
No Atrium estão disponíveis algumas fotos da sessão.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2004
Prémio para o Ponto Media
O Ponto Media venceu o prémio Melhor Blog Jornalístico em Português atribuído no âmbito do concurso The Best of Blogs. Parabéns António! É merecido!
Os blogs do Le Monde
O jornal Le Monde oferece aos seus leitores uma ferramenta para a criação de weblogs. A lista dos 10 blogs favoritos inclui blogs de jornalistas ou autores convidados pelo jornal assim como dos leitores.
Do blogs de autores convidados pareceu-me interessante um sobre a Constituição Europeia e o Langue sauce piquante, o blog criado para corrigir a linguagem utilizada pelos jornalistas.
Dica de Loic Le Meur.
domingo, 28 de novembro de 2004
Atrair jovens leitores para os jornais
Num artigo publicado na Wired, Adam L. Penenberg apresenta algumas razões pelas quais os jovens não lêem jornais impressos:
1- Estão habituados a obter notícias gratuítas,
2- Utilizam serviços como o Google News, onde podem obter informação de milhares de fontes diferentes e não apenas de um jornal:
And when young people go online, they tend to browse for news in much the same way they window-shop for jeans or sneakers: sampling a headline here, a blog entry there, a snippet of a story there, until their news cravings are satisfied.
O artigo completo pode ser lido aqui. Os resultados analisados por Penenberg são retirados de um estudo do Washington Post, mas vêm apenas confirmar um outro estudo realizado pela Online Publishers Association.
Dica de E-Media Tidbits.
sexta-feira, 19 de novembro de 2004
Publijornalismo
Publijornalismo
João Paulo Meneses insurge-se contra as publireportagens, ou, se preferirmos, contra o publijornalismo. E bem! Publijornalismo é, na minha opinião, a pior ferramenta de publicidade e não é, de todo, jornalismo. Mais: considero um insulto à inteligência do leitor - ou ouvinte, ou telespectador -, um desrespeito pelo seu direito a ser bem informado que pode levar à quebra de confiança que o une ao meio em causa, pois não lhe permite distinguir claramente jornalismo de publicidade.
Neste quadro, todos ficam mal, inclusive a empresa que opta por aquela ferramenta - indicia que não tem os seus potenciais clientes em grande consideração...
terça-feira, 16 de novembro de 2004
Regressei
Acredito que não terão sentido a minha falta - o mesmo não posso eu dizer de vocês - mas, na verdade, não estive ausente. Fui antes um espectador cuja atenção foi constantemente desviada para outras prioridades, mas que ainda assim conseguiu pasmar-se com o que se tem passado. E continuo pasmado... e daí, nem tanto. É a habituação ao disparate, que querem que vos diga? Vai que não vai, o futuro promete-nos uma década promissora e radiante (por maldade, consta que está a criar-se um novo fluxo emigratório desde o passado fim-de-semana)... Por enquanto, aqui fica a minha leitura recomendada, com dedicatória subentendida...