quarta-feira, 10 de julho de 2002

Google! DayPop! This is my blogchalk: Portuguese, Portugal, Braga, S. Victor, Elisabete, Female, 26-30!

terça-feira, 9 de julho de 2002

O artigo desta semana da série matters produzida pelo Poynter Institute chama-se Why feedback matters. A necessidade de receber comentários e opiniões do público tem sido largamente discutida. No entanto, este texto de Jill Geisler fala sobre a necessidade de receber feedback de editores e chefes de redacção ou de colegas mais velhos. É um texto destinado a jornalistas acabados de chegar a uma redacção.
Um excelente conselho, na minha opinião. Quando integrei, pela primeira vez, uma redacção tinha 17 anos. A minha principal dificuldade não foi escrever, manter a independência ou responder às questões básicas de cada lead. Antes foi conhecer os intervenientes, saber as suas motivações, compreender os acontecimento e apresentar a melhor perspectiva. Os colegas mais velhos, alguns com muitos anos de profissão, foram fundamentais para a minha formação.

No Editor and Publisher, um artigo sobre a forma como na Europa as novas tecnologias são utilizadas pelos media. É o caso de uma empresa italiana que criou plataformas para disponibilizar informação do Financial Times.

segunda-feira, 8 de julho de 2002

O jornalista americano JD Lasica continua a responder a entrevistas sobre jornalismo online. Desta vez a entrevistadora foi uma aluna portuguesa. O resultado da entrevista está aqui, no blog do JD. Uma das perguntas é como estará o jornalismo em 2010. Lasica diz que estará mais flexível, interactivo, inclusivo e participado. Mais pontes de vista serão oferecidos e, acrescenta, haverá mais actores no campo jornalístico.

Ainda um outro destaque de Espanha, a habitual crónica de Eva Dominguez, no La Vanguardia. Em El Periodismo Mochila, da expressão inglesa backpack journalism, a colunista espanhola aborda a convergência de géneros nas redacções, ou seja, a possibilidade (por enquanto, remota) dos jornalistas terem que realizar diferentes trabalhos para suportes diferentes: internet, imprensa, rádio e televisão. De forma equilibrada, Eva Dominguez lembra que mais quantidade (de notícias publicadas) não significa mais qualidade e acrescenta que o multimedia está aí para ficar. As redacções (e principalmente os jornalistas) terão que se adaptar à nova situação.
Como? Aqui fica a ideia de Eva Domingez:
La adopción de un plan que permita la formación de los periodistas para contar historias de manera distinta, con un enfoque multimedia, así como la reestructuración tecnológica y redaccional permitirán desarrollar periodismo de calidad sea cual sea el soporte. Es la manera para que en la mochila de los reporteros pese más la calidad de su trabajo que el material que llevan para realizarlo.
Eu concordo!

Já fiz referência ao Periodismo Visual, um blog espanhol do responsável pela infografia do El Mundo. Hoje, o autor do weblog, Alberto Cairo destaca o facto de estarem a surgir na Europa cada vez mais agências de infográficos.

quinta-feira, 4 de julho de 2002

A Sala de Prensa (que reúne um excelente conjunto de textos em português e castelhano sobre jornalismo) tem um novo número com textos dedicados ao sensacionalismo. Ao viajar através desta biblioteca encontrei dois textos que me pareceram interessantes.

Los periodistas de los nuevos tiempos, de Xosé López
El periodista en el umbral del siglo XXI, de Enrique de Aguinaga

Uma visita regular a este site é importante.

Por sugestão do Jornalistas da Web, fui ler um artigo sobre blogs e jornalismo do Observatório de Imprensa. O artigo chama-se Jornalismo & Weblogs - Uma aposta de cinco anos. Além de informações básicas sobre os blogs, reúne endereços de blogs feitos por jornalistas e escritores brasileiros.
Ainda do mesmo site, destaque para um texto sobre jornalismo científico. Apesar do texto falar sobre o caso brasileiro, algumas das questões levantadas aplicam-se a Portugal.

quarta-feira, 3 de julho de 2002

John Hiler, autor do Microcontent News, fez uma pequena compilação de linguagens e ferramentas que podem ser úteis aos blogs. Não ensina como as usar mas dá uma explicação. Assim ficamos a perceber o que é XML, RSS e outras tecnologias de que ouvimos falar e como podem ser úteis. Depois, é só investigar e aprender como podemos usá-las.

Ainda do Brasil chega-nos mais um weblog sobre jornalismo. Chama-se Tá na Tela e é escrito por Raphael Perret, jornalista. Vou colocá-lo na lista aqui ao lado. (conheci este blog através do Ponto Media, do António Granado)

O site brasileiro Jornalistas da Web que, além de um weblog, faz uma selecção de notícias sobre jornalismo online e media e um excelente guia de sites, tem, a partir de hoje, uma nova secção: um conjunto de artigos especiais sobre a internet e o terceiro sector - "formado pelas Organizações Não Governamentais (ONGs) sem fins lucrativos que desenvolvem projetos nas áreas de meio ambiente, direitos humanos, saúde, dentre outras". O primeiro artigo aborda a forma como as Organizações Não Governamentais utilizam a net.

terça-feira, 2 de julho de 2002

Ainda sobre o mesmo assunto, JD Lasica reuniu mais um conjunto de textos.

Em resposta ao texto de Steve Outing (ontem referido aqui), Laurel Wellman escreve hoje um texto intitulado "How you know when you were born to blog".

segunda-feira, 1 de julho de 2002

John Hiler, autor do Microcontent News, participou há dias num encontro chamado Inside the Blogosphere, no National Press Club. No Microcontent estão as impressões de Hiler sobre o encontro e links para blogs de outros participantes. Pode-se assim ter uma perspectiva interessante dos assuntos discutidos e das conclusões.

JD Lasica, baseado numa sugestão do texto de Steve Outing sobre o uso de blogs pelos media que referi há alguns dias, apresenta hoje uma reflexão sobre o facto dos blogs dos media serem ou não editados. Ou seja, caso os media defendam que os seus jornalistas tenham weblogs no site da publicação, esses blogs devem ou não ser submetidos ao olhar dos editores?
Eu acho que não. A vantagem e principal diferença dos weblogs em relação aos media é o facto de não serem editados e não sofrerem qualquer tipo de censura. Seriam versões pessoais e opinativas escritas pelos jornalistas. Estas ferramentas levariam o público a identificar-se ou não com os jornalistas, a procurar ou não as notícias por eles escritas, por outras palavras, a diminuir a fronteira entre os dois lados. Não é jornalismo, é algo complementar, diferente. Se for editado, será apenas mais uma secção do jornal, rádio, televisão ou site noticioso. Abro aqui a discussão para quem quiser participar.

Um programa que relaciona visualmente as palavras é a sugestão de Jonathan Dube, colaborador do Poynter, que regularmente apresenta dicas sobre bons sites. Neste caso, o site permite relacionar palavras (em inglês) e é um bom exercício para aumentar vocabulário. Não é muito completo, mas parece-me um bom exercício.

sexta-feira, 28 de junho de 2002

O jornalista americano JD Lasica respondeu a mais uma entrevista sobre blogs e jornalismo. A ética, o jornalismo, a credibilidade dos blogs e a publicação de informação personalizada são alguns dos assuntos abordados nesta pequena conversa. Lasica criou, entretanto, uma página onde reúne as suas entrevistas, a juntar a outra que congrega textos variados sobre weblogs e notícias.

Uma empresa de anúncios classificados na Internet está em vias de se quebrar. A informação é avançada no E-Media Tidbits. Sete das 10 empresas que compõem actualmente a Versum.de vão deixar o grupo. Prevê-se também que de 60 a empresa passe a ter apenas 8 trabalhadores.

Também no Tidbits uma boa notícia. De acordo com uma pesquisa do Innovation International Media Consulting Group há mais jornais a lucrar com o online. De acordo com o estudo, 38% dos sites de media americanos apresentam lucros, quando em 2000 apenas 25% estavam nesta categoria. Por outro lado, 36% dizem estar a perder dinheiro mas, em 2000, eram 51% os que respondiam afirmativamente a esta questão. Mais resultados neste artigo da Presstime Magazine.

quinta-feira, 27 de junho de 2002

Na sua coluna Stop the presses, Steve Outing refere-se esta semana à forma como os media podem aproveitar os weblogs. O título é sugestivo: Board The Weblog Bandwagon Now, Please - Newspapers Missed Most Internet Trends; Isn't It Time To Catch One?. Steve Outing, à semelhança de Dave Winer, defende que os jornais devem oferecer a jornalistas, fotógrafos e leitores a possibilidade de terem um weblog. No entanto, Outing não se arrisca a fazer previsões. O modelo é recente e até agora só um grupo restrito (em termos comparativos, é claro) sabe o que são e utiliza weblogs. O texto em português (do Brasil) pode ser encontrado aqui.

Já há um weblog sobre a situação da Worldcom, a empresa norte-americana envolvida num escândalo financeiro.