quinta-feira, 13 de junho de 2002

Encontrei um blog brasileiro que aceita e publica textos de jornalistas e estudantes de jornalismo sobre vários assuntos. Só coloca duas condições: os textos têm que ser assinados e os seus autores devem disponibilizar um endereço de email, publicado na página, para eventuais comentários. Chama-se Pensata.

A revista brasileira no minimo, já aqui referida anteriormente, publicou um trabalho de Pedro Doria sobre blogs em Portugal. Faz uma referência ao Jornalismo Digital.

O Topeka Capital-Journal, um jornal regional do Kansas é finalista em oito categorias diferentes nos Digital Edge Awards, promovidos pela Newspaper Association of America. O jornal foi escolhido como finalista em todas as categorias a que concorreu. Além do mais o Topeka Capital-Journal é visto como um exemplo de boa qualidade e tem dado lucro. Dica do E-Media Tidbits. Os resultados são anunciados a 15 de Julho.

Actualização: o JD Lasica tem a lista dos nomeados aqui.

quarta-feira, 12 de junho de 2002

A versão espanhola do jornal Metro, distribuido em Madrid e Barcelona, tem uma versão online. A informação foi retirada do e-periodistas, o blog do prof. Ramon Salaverría que acrescenta alguns links de textos sobre polémicas causadas por este jornal gratuito.

terça-feira, 11 de junho de 2002

Duas propostas interessantes retiradas do site do Poynter.
Um excelente trabalho sobre o uso das cores no jornalismo. Apresentado de forma interactiva (o leitor decide o que quer fazer) e com vários exercícios práticos, a peça explica como o uso das cores influencia o aspecto final. Apesar de direccionado para o jornalismo, o trabalho pode ter interesse para outras áreas.

A segunda sugestão é um texto de Roy Peter Clark, intitulado Why Your New Hometown Matters e reúne um conjunto de conselhos para novos jornalistas que chegam a uma cidade diferente. Em jeito de resumo, o autor sugere aos novos jornalistas que se misturem com as pessoas da cidadem, procurem envolver-se em algumas actividades e que convivam com pessoas exteriores à redacção. Há ainda um fórum de discussão sobre o tema.

Sugiro também o texto publicado no blog brasileiro Por um punhado de pixels, de Nemo Nox, sobre o mesmo tema. O autor chama a atenção para o facto dos jornalistas darem à morte dos jornalistas uma importância maior do que a atribuída à morte de muitas outras pessoas em circunstâncias semelhantes.

Ainda na sequência do assassinato de Tim Lopes, o jornalista brasileiro. O Comunique-se publica uma entrevista com Cristina Guimarães, ex-produtora da TV Globo e que colaborou com Tim Lopes numa reportagem intitulada "Feira de Drogas na Rocinha", exibida no Jornal Nacional. Com este trabalho os três jornalistas ganharam o prémio Esso de Telejornalismo 2001.
Cristina Guimarães diz-se perseguida e com a cabeça a prémio. "Soube que os traficantes da Rocinha estão oferecendo R$ 20 mil pela minha cabeça. Pedi proteção à Globo, mas ninguém me ouviu. Disseram que eu estava ficando maluca. Decidi sair do país e estou sobrevivendo graças à ajuda de amigos.", diz na entrevista. Pode ler-se a entrevista completa aqui.

segunda-feira, 10 de junho de 2002

Dan Guillmour respondeu a Dave Winer. Abordei o assunto há dias neste blog. O colunista do San José Mercury News diz que esta será a última vez que aborda o assunto.

A notícia não é boa. O jornalista brasileiro, Tim Lopes está morto. A polícia brasileira confirmou o que todos temiam: o jornalista foi aparentemente executado por um traficante. Mais informações sobre o caso aqui e aqui. (Obrigada à Flávia Durante pelos links)

sexta-feira, 7 de junho de 2002

Dando continuidade ao post sobre o desaparecimento do jornalista brasileiro, Tim Lopes, o Cláudio Cordovil transcreve uma carta do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro, marcando uma concentração de jornalistas para exigir maior empenho na procura do jornalista desaparecido.

Agora a minha opinião sobre o assunto anterior. Não conheço a realidade dos EUA. Mas, pensando em Portugal, percebo a dificuldade de Dan Guillmor teria em opor-se à empresa para a qual trabalha. Não acho que se deve calar tudo, mas, para começar, o assunto não me parece tão grave assim! Foi uma opção estratégica da empresa, provavelmente mais vantajosa em termos comerciais.

Dan Guillmor está, provavelmente, a proteger-se e a salvaguardar o seu emprego. São frequentes os casos de jornalistas e colunistas despedidos por escreverem textos que contestam ou contrariam a opinião dos seus empregadores. O Andrew Sullivan foi proibido de escrever para uma revista do New York Times porque no seu weblog (e não na coluna que escrevia) contestou algumas atitudes do jornal.

Um jornalista deve ter uma certa autonomia, mas também deve alguma lealdade à empresa para a qual trabalha. E, em tempos difíceis como os actuais, poucos são os que se podem atraver a constestar o patrão.
Já agora, deixo aqui um link para o texto que outro jornalista, o JD Lasica, escreveu sobre o assunto.

Tenho destacado várias vezes textos do Dave Winer, autor do Scripting News, neste blog. A coluna DaveNet de ontem gerou uma discussão acentuada entre bloggers americanos. O texto chama-se Scolbe and Mr X e fala sobre um colunista, que trabalha para uma companhia propietária de vários jornais. O Mr X, o tal colunista, costuma escrever sobre assuntos relacionados com a indústria mas ainda não se pronunciou, refere Dave Winer, sobre uma decisão estratégica da empresa para a qual trabalha e que, ainda de acordo com Winer, tem interesse para os leitores do colunista Mr. X.
Dave Winer prossegue no texto com uma reflexão sobre o jornalismo e o trabalho dos jornalistas. Recomendo a leitura. E já agora, aqui fica um link para a continuação da coluna inicial.

No final do texto explica-nos a questão. (mais dados podem ser lidos num post antigo do Scripting News) O Mr. X é o colunista e autor de um blog Dan Guillmor, que trabalha para o San José Mercury News, um jornal propriedade da Knight Rider, empresa que detém vários órgãos de comunicação social e que instalou há algum tempo um novo sistema de gestão dos conteúdos dos vários OCS que possuiu. Com o novo sistema, os links para textos antigos foram quebrados (este é o motivo de contestação de Dave Winer) e sempre que se procura aceder a algum artigo antigo aparece a famosa mensagem erro 404 page not found.

Mas ainda há mais sobre esta estória. Steve Outing comentou o assunto no E-Media Tidbits e gerou já uma discussão interessante que pode ser acompanhada aqui.

quinta-feira, 6 de junho de 2002

Mais uma boa sugestão do Cláudio Cordovil, autor do blog Mordendo os cães de guarda. A crónica de Fritz Utzeri no Jornal do Brasil intitulada Os limites do jornalismo. A crónica foi escrita a propósito do desaparecimento de um jornalista da TV Globo, no Rio de Janeiro, quando fazia uma reportagem numa zona controlada pelo crime organizado. Fritz levanta uma questão, na minha perspectiva, interessante: os jornalistas devem usar microcameras e microgravadores para realizarem reportagens disfarçados? O uso destas tecnologias incita à preguiça dos repórteres?

O Poynter publica hoje o primeiro de um conjunto de textos sobre immersive content, ou seja, conteúdo apresentado de forma a que o leitor possa não só ler, mas interagir com a peça jornalística. Neste primeiro trabalho, Steve Outing apresenta alguns exemplos deste tipo de conteúdo e considera que será uma forma importante dos media online marcarem a diferença em relação aos outros. Além de apresentar alguns bons exemplos de immersive content, Steve Outing deixa também algumas dicas sobre quando se deve utilizar este tipo de conteúdo.

quarta-feira, 5 de junho de 2002

Um outro bom exemplo vindo do Brasil é o portal Comunique-se, dedicado a jornalistas e relações públicas. A newsletter diária (recebo-a já há algum tempo) é muito interessante. Além das notícias, inclui muita informação para os profissionais da área. Apesar de se centrar no Brasil, pode interessar a quem está deste lado do Oceano.

Gostei! E recomendo a crónica de Eva Dominguez no La Vanguardia Digital sobre os conteúdos pagos na Internet. O texto foi escrito a propósito da decisão do El Pais de cobrar pelo acesso aos seus conteúdos e lembra que há outras soluções como a criação de conteúdos específicos para serem vendidos. Em Espanha espera-se para ver como a situação do El Pais vai evoluir. E em Portugal? Como será?

terça-feira, 4 de junho de 2002

O John Hiler, do Microcontent News, compilou uma lista (ainda muito pequena) de órgãos de comunicação social que têm blogs. Tudo a propósito do anúncio de que o MSNBC.com tem alguns weblogs novos. Eu já tinha abordado o assunto há alguns dias atrás.

Numa época em que muitas atenções se concentram no futebol e, concretamente, no Campeonato Mundial, esta lista pode ser interessante. O Interactive Publishing reúne links para publicações de todo o mundo com notícias sobre o campeonato. Os links estão ordenados por jogo e por línguas. Em portugês encontramos dois jornais brasileiros e o Público. Dica do JD Lasica.

segunda-feira, 3 de junho de 2002

Aulas sobre blogs? A ideia parece interessante. A Berkeley Graduate School of Journalism inclui no seu curso sobre novos media aulas sobre o mundo dos blogs. No curso os alunos vão criar um blog, discutir assuntos como a propriedade intelectual, ética, entre outros. Obrigada ao prof. António Granado pela sugestão.

Encontrei hoje mais um blog sobre jornalismo. Chama-se Periodismo Visual. Fiquei particularmente satisfeita com este novo projecto porque destaca uma área que não é muito analisada: a parte visual do jornalismo. Alberto Cairo procura na rede os melhores (e talvez os piores) exemplos do uso das tecnologias visuais no jornalismo. Uma área que, apesar de pouco analisada, irá ter uma importância crescente no panorama do jornalismo visual.